terça-feira, 26 de outubro de 2010

Samba-Corvo


Fotos da estréia do Samba-Corvo no Teatro da Vila. A atriz Naruna Costa contracenando com o bicho. Por Mayra Azzy.

Um comentário:

Be disse...

Olá Manu,
Te descobri há alguns dias e gostei muito dos seus trabalhos... “O Corvo” me lembra muito um filme que eu adoro, não sei se você já viu, “Cría Cuervos”, do Carlos Saura. Obviamente o nome causou parte da semelhança, mas não só ele; talvez também a aparente simplicidade na composição de ambos mas que, na verdade, revela em si algo grandioso e que nos prende a atenção. O nome do filme parece ter nascido de uma expressão espanhola que diz que quem cria corvos terá por eles os olhos arrancados, e, particularmente, no conto, é isso que eu vejo. Ao condicionar suas perguntas ao já esperado “nunca mais”, o homem é tomado pelo corvo; como uma auto-tortura desesperada, usando as respostas do corvo para questões que só vão lhe trazer mais tristezas. O corvo passa a ter um tom profético, como as palavras e desejos da garotinha de “Cría Cuervos”, maravilhosa!, que acreditava ter poder sobre a morte. Corvos e divagações à parte, nem sei porque falei tudo isso, o que gostaría mesmo de saber é se tem alguma apresentação do Samba-Corvo marcada! Obrigada, Be.